segunda-feira, 18 de março de 2013

CONHEÇA A HISTÓRIA DAS COISAS

Este vídeo vai mudar a forma como você vê o mundo, pessoas e o que consome. Clique aqui: http://www.videolog.tv/video.php?id=353307

Na semana que comemoramos o dia do consumidor, o vídeo A História das Coisas é um documentário de 20 minutos, que vai direto ao ponto: como colaboramos diariamente pra destruir o planeta. Mostra passo a passo a cadeia de eventos que vai da exploração dos recursos naturais, passando pelo produto manufaturado, a compra e o descarte, até chegar ao lixão. Mas o diferencial aqui é que não é um documentário explicado com desenhos animados, e numa linguagem simples que se torna interessante e compreensível até para crianças pequenas. E o melhor: é dublado!

Eu convoco professores a fazer uma campanha de guerrilha contra os poluidores (desmatadores, fábricas e... nós mesmos), passando esse vídeo nas escolas. Não importa se não tem aula de ecologia, isso pode ser encaixado numa aula de história, geografia, moral e cívica, matemática, qualquer coisa! O importante é plantar a semente em nossas crianças e adolescentes (porque essa geração já é perdida, estamos contaminados demais) pra garantir ao menos um futuro melhor pra ELES MESMOS!!!

Após o vídeo haverá uma imensa porta aberta nas mentes dessas pessoas, tipo: "o que eu posso fazer?"; "como posso ajudar" e é aí que entra o papel do educador, oferecendo alternativas. Pra isso você, educador, deve se "armar" de links para páginas que tratam de ecologia, imprimir dicas, ensinar a necessidade de economizar água e luz, usar ao mínimo materiais descartáveis, etc, etc.

domingo, 17 de março de 2013

SEMANA DE CONSUMO CONSCIENTE


Dia do Consumidor: veja 10 dicas para uma compra consciente

Uma boa maneira de economizar dinheiro é escolher bem os produtos Foto: Getty Images
Uma boa maneira de economizar dinheiro é escolher bem os produtos
Foto: Getty Images
Michelle Achkar
As discussões sobre o consumo consciente estão presentes em todos os segmentos, desde alimentos até a moda. Em resumo, diz respeito a métodos que cuidem do meio ambiente ou causem menor impacto e também a práticas que incentivem o desenvolvimento de comunidades locais ou menos favorecidas ao redor do mundo.
A comemoração do Dia Internacional do Consumidor, em 15 de março, é uma boa oportunidade para refletir sobre o assunto. Para ajudar na tarefa, o educador financeiro Álvaro Modernell, sócio-fundador da Mais Ativos, elaborou 10 dicas que ajudam na tarefa de tornar-se um consumidor consciente.
"Cuidar bem da natureza pode também fazer bem ao bolso. Se faz bem ao bolso, ajuda a sensibilizar mais gente. Em outras palavras, seja pela natureza, pela preocupação social ou por respeito ao próprio bolso, é importante tornar-se a cada dia um cidadão mais responsável, um consumidor consciente", afirmou. Confira as dicas do especialista:
1) Não gaste mais do que ganha - Consumo consciente e responsável começa pelo respeito ao próprio bolso. O limite dos gastos deve ser o da própria renda. Não consegue ganhar mais? Então tem de gastar menos.
2) Saiba quanto gasta - Quem não sabe quanto gasta, sempre gasta mais do que pode. Faça anotações. Controle suas despesas durante algum período, inclusive as pequenas.
3) Exija comprovante fiscal - É mais do que um simples pedaço de papel. Você assegura seus direitos em caso de reclamação, ajuda a combater a sonegação, a gerar empregos, impostos, além de facilitar o controle das suas próprias contas.
4) Conheça (e exija) seus direitos - Leia o Código de Defesa do Consumidor pelos menos uma vez. Nota fiscal, termo de garantia, cumprimento de prazos, controle de validade, selos de certificação, boa qualidade e bom atendimento são itens pelos quais você paga. Exija isso.
5) Controle seu orçamento - Primeiro, faça um orçamento. Pode ser simples. Inclua todas as receitas e despesas previstas. Depois, faça anotações, controles e compare os valores orçados com os realizados. Vá ajustando com o passar do tempo. Este item merece orientação e acompanhamento contínuo, mas vale a pena!
6) Não compre por impulso - Planejamento e autocontrole são palavras-chaves. Para o mercado, faça lista de compras. Quando comprar vestuário, compre o que precisa, não o que os vendedores disserem que fica bem em você. Pensou em comprar? Dê mais uma caminhada. Pesquise. Compare. Negocie. Valorize o seu dinheiro. Ficou em dúvida? Não compre.
7) Compre sempre à vista - Há muitas razões para isso: melhores preços e condições, melhor atendimento, mais prazer, força de negociação... Mas a principal razão é outra: quem compra à vista não se endivida.
8) Controle a validade e a qualidade dos produtos - A melhor maneira de preservar o dinheiro é não desperdiçar. Boas compras ajudam a preservar seu dinheiro. Quer comprar? Alguém quer vender. Use seu poder de consumidor. Exija qualidade.
9) Seja responsável com a natureza e o planeta - Valorize produtos de fornecedores certificados, de baixo consumo, feitos com material reciclado ou reciclável. Ao descartar produtos, seja seletivo, especialmente com pilhas, baterias e similares. Aproveite os descontos oferecidos nos estabelecimentos para desestimular o uso de sacolas plásticas. Faça a sua parte. Seu bolso também agradece.
10) Seja responsável com a sociedade - Na hora de escolher um produto ou fornecedor, lembre-se de que por trás das falsificações, da informalidade, dos produtos de origem desconhecida e da pirataria, pode haver crimes, trabalho escravo, desemprego, desrespeito à natureza e à dignidade humana. Consumidor responsável estimula e prestigia o comércio e a indústria responsáveis.


Consumidor pode retomar valores pagos em leasing, decide STJ

16/03/2013 - 14h51
Débora Zampier *
Repórteres da Agência Brasil
Brasília - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmou tese que favorece os optantes pelo sistema de leasing - quando o consumidor escolhe por alugar determinado produto com opção de compra ao final. Segundo o tribunal, nos casos em que o consumidor não conseguir pagar as parcelas e o bem for tomado pela empresa, parte do dinheiro pode ser-lhe devolvido.
No sistema de leasing, a empresa financeira compra o bem que será usado pelo cliente em determinado período de tempo. No final do contrato, o consumidor pode devolver ou comprar esse bem. Para fechar o contrato, a empresa financeira exige que o cliente pague um valor residual como forma de garantia. Esse valor pode ser pago no início do contrato, diluído nas parcelas ou no final.
Segundo entendimento do STJ, é justamente esse valor residual que pode ser devolvido. A corte analisou o recurso de um escritório de advocacia contra a empresa financeira Safra Leasing. Os advogados pediam a devolução da quantia residual que pagaram antecipadamente no leasing de equipamentos de informática. Como não conseguiram honrar as parcelas, os equipamentos ficaram com a Safra Leasing.
O STJ condicionou a devolução do dinheiro a regras específicas. A medida só será adotada quando, somados, o valor da venda do bem e o valor residual já quitado ultrapassarem o valor residual total estipulado em contrato. O STJ ainda entendeu que a quantia devolvida ao consumidor pode ter descontos de outras despesas ou encargos previstos no contrato.
Para o autor da tese vencedora, ministro Ricardo Villas Boas Cuêva, a decisão mantém o equilíbrio econômico-financeiro entre as partes. “Tudo a bem da construção de uma sociedade em que vigore a livre iniciativa, mas com justiça social’, argumentou.
O julgamento ocorreu no final de fevereiro, mas a decisão foi divulgada apenas na sexta-feira (15) pelo STJ.
A tese foi firmada pela Segunda Seção, a mais alta instância para solução de conflitos privados que não tenham relação com a Constituição Federal. O caso é considerado um recurso repetitivo - todos os processos sobre o mesmo tema ficam paralisados em instâncias inferiores aguardando a decisão do STJ. Agora, o entendimento da corte superior pode ser seguido pelos demais magistrados e tribunais.
* Colaborou Lourenço Canuto
Edição: Fernando Fraga
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir as matérias é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil